5 de dez. de 2014

Water faucets at Bonham VA test positive for Legionella


BONHAM -- Seven water faucets at two North Texas VA Centers have tested positive for Legionella, a bacteria that can lead to Legionnaires' Disease.

The North Texas VA says 205 water samples were taken in November and the positive results were received on Tuesday. 

Five of the faucets came from the Bonham VA Medical Center. Two were from the facility in Dallas.

"The symptoms are fever, headaches, cough, shortness of breath," Sherman infectious disease Dr. Minaxi Rathod said. 

The VA says no one at either facility has been diagnosed with Legionnaires' Disease and that the chance of anyone contracting Legionella from the faucets is minimal.

Legionnaires' Disease is described as a form of pneumonia. It spreads by inhaling water mist or vapor containing the bacteria.

"Usually, if it's diagnosed early enough it can be treated because we do have antibiotics for treatment," Dr. Rathod said.

After receiving the positive results, the VA says it took all the affected faucets out of service. It says the lines will be flushed with hot water and extra chlorine.

The VA says staff at the Community Living Center have been placed on "heightened clinical awareness" and that additional water testing is underway.

The VA began implementing national directives in August to prevent illness associated with Legionella. It followed an outbreak of Legionnaires' Disease at the Pittsburgh VA where six patients died and 16 became sick.

"I love my VA because they did a lot for me so I just hope that they do take care of this," Bonham veteran Herschiel Hutchinson said.

Hutchinson says he receives treatment at the hospital and volunteers at the nursing center that's now on alert.

"Any vet, I would hate for something bad to happen because we have been through and they have been through a lot so anything extra is not needed," Hutchinson said.

The VA plans to repeat sampling on the affected faucets after the lines are flushed.


The CDC says Legionella is naturally found in water, especially warm water. It can also be found in cooling towers, plumbing systems, and decorative pools or fountains.

Vítimas da legionella e familiares procuram respostas e temem o futuro

A Junta de Freguesia de Vialonga convocou as vítimas da legionella, residentes na freguesia, para as informar do que poderão fazer junto das entidades competentes, no sentido de pedir indemnização pelos danos sofridos. As incertezas e receios quanto ao futuro são evidentes.
Edição de 2014-12-04
Manuel Rodrigues, 78 anos, morador em Vialonga, começou a sentir os primeiros sintomas da legionella quando, no dia 13 de Novembro, foi com o genro à feira de Carcavelos. “Senti que ia desmaiar, deixei de ter forças nas pernas e comecei a tremer muito. Ao ver que estava com um tremer descontrolado, o meu genro decidiu levar-me para o hospital de Vila Franca, onde fiquei internado durante uma semana”, afirmou este ex-soldador metalúrgico a
O MIRANTE, que oito dias após ter tido alta ainda se sente muito cansado e com uma dor do lado esquerdo do peito.
O seu caso foi dos primeiros, quando ainda não havia registo do surto. Manuel Rodrigues garante estar decidido a “ir com isto para a frente e alguém terá que me pagar por esta situação”, até porque diz saber que, mais tarde ou mais cedo, ficará com “mazelas por ter contraído esta doença”.
Já Rita Gomes Rodrigues, 53 anos, viu o marido e o cunhado serem afectados pela legionella. O marido, 58 anos, já teve alta do Hospital Egas Moniz, em Lisboa, mas o cunhado, de 46 anos, ainda continua internado nos cuidados intensivos do Hospital de Vila Franca de Xira, tendo já estado por diversas vezes em coma induzido, desde o dia 15 de Novembro.
“O meu marido sentiu que estava a ficar com gripe e começou a tomar medicamentos que fui buscar à farmácia. Nunca teve febre, talvez por estar a tomar aqueles remédios, mas apresentava todos os sintomas. Só passados quatro dias é que aceitou ir ao hospital e foi-lhe diagnosticada a doença”, explicou esta técnica de lavandaria a O MIRANTE, também residente em Vialonga. Quanto ao cunhado, o prognóstico é ainda reservado.
Uma das preocupações de Rita Gomes Rodrigues é o facto de o agregado familiar só contar agora com o seu tímido ordenado. “O meu marido está a trabalhar com recibos verdes e não tem direito a baixa, como tenho a casa para pagar e estou sem dinheiro, decidi ir falar como o senhor presidente da junta que me disse que poderia predispor-se a ajudar em relação à alimentação, mas quanto ao resto teríamos que tentar pedir uma indemnização pelas vias legais”, disse.
Estes foram alguns dos testemunhos que O MIRANTE ouviu à margem da reunião que a Junta de Freguesia de Vialonga organizou, no dia 26 de Novembro, para elucidar a população das medidas que podem vir ou não a tomar junto das entidades competentes, com o objectivo de solicitarem indemnizações.
Na sessão esteve presente, além do presidente da junta, José Gomes, o advogado que representa a autarquia, Joaquim Dionísio, que explicou aos presentes as suas possibilidades junto dos tribunais. Os interessados poderão optar por, como lesados, pedirem uma indemnização por danos morais sem que, para isso, tenham que pagar. No entanto, caso o pedido de indemnização seja superior ao que vão conseguir obter no final, o lesado terá de pagar as custas sobre a diferença do que não conseguiram realizar.

“Quem nos defende?”
Por outro lado, Joaquim Dionísio explicou durante a sessão que “os lesados podem, caso queiram, entrar como assistentes no processo. Para tal têm que pagar uma taxa de justiça e passam a ter um papel de coadjuvantes do Ministério Público no processo. Assim sendo, nesta qualidade, podem levar ao processo informações que sejam úteis e que ajudem o Ministério Público a decidir-se em prosseguir com a acusação ou então pelo arquivamento”. O advogado enalteceu ainda que “na qualidade apenas de lesados, as vítimas e/ou seus familiares não poderão assumir esse papel. Têm apenas a possibilidade de fazer o pedido indemnizatório”.
Durante a reunião ficou demonstrado que o momento é de receios e incertezas porque ainda há pessoas internadas nos cuidados intensivos, mas há também quem tenha perdido o emprego e faltado ao trabalho, sem previsões de receber algum dinheiro por parte da Segurança Social. As contas e despesas mensais estão por saldar e houve quem perguntasse “quem nos defende?”.
As vítimas consideram que só conseguirão chegar a algum lado se agirem em conjunto, para isso ficaram de agendar uma reunião com todas as pessoas a quem a legionella lhes bateu à porta.

Vila Franca: homem de 43 anos morreu hoje vítima de legionella

Um homem de 43 anos morreu esta quinta-feira no Hospital de Vila Franca de Xira onde se encontrava internado desde segunda-feira com uma infecção pela bactéria legionella, que causou dez vítimas mortais num surto em Novembro, avança o site Notícias ao Minuto.

De acordo com o site, o homem dirigiu-se segunda-feira ao hospital com sintomas de gripe, mas terá sido internado. Apenas mais tarde foi indicado aos familiares que se tratava de uma caso de legionella.
Segundo uma amiga da vítima, o hospital tentou «abafar o caso».
A mesma fonte disse ao Notícias ao Minuto que o homem encontrava-se desempregado e que terá ido entregar currículos a empresas na zona do Forte da Casa, uma das áreas mais atingidas pelo surto.
O surto terá tido origem numa torre de refrigeração na fábrica Adubos de Portugal, que reabre na próxima segunda-feira após ter procedido à limpeza da estrutura.
«A fábrica vai abrir na segunda-feira quando a situação ainda não está resolvida? Estamos todos em choque», disse ainda a amiga do homem hoje falecido.
A doença do legionário, provocada pela bactéria 'Legionella pneumophila', contrai-se por inalação de gotículas de vapor de água contaminada (aerossóis) de dimensões tão pequenas que transportam a bactéria para os pulmões, depositando-a nos alvéolos pulmonares.

Legionella: Um mês e 10 mortos depois, averigua-se responsabilidade criminal

Os primeiro casos de 'legionella' do maior surto em Portugal foram conhecidos a 7 de Novembro, um mês depois contabilizam-se 10 mortos, dezenas de doentes ainda internados e uma empresa sob suspeita de ser a fonte da contaminação. 
O surto, o terceiro com mais casos em todo o mundo, foi considerado extinto a 21 de Novembro, no final da última reunião da 'taskforce' criada para acompanhar o assunto, com entidades da saúde, ambiente ou meteorologia, quando o ministro da Saúde realçou a resposta dos hospitais que "trataram mais de 300 pneumonias".
Com a divulgação de resultados laboratoriais a apontar para uma relação entre as bactérias recolhidas em doentes para análise e aquelas encontradas numa torre de refrigeração da empresa Adubos de Portugal, e com o caso a passar para a Procuradoria-Geral da República, o segredo de justiça é o argumento de algumas entidades, como a Inspecção Geral da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território (IGAMAOT), para não se falar sobre o desenvolvimento do processo.
No início, dava-se conta da entrada de 13 pessoas no Hospital de Vila Franca de Xira com sintomas que apontavam para episódios provocados pela bactéria 'legionella', mas relacionavam as situações com o facto de todas terem bebido água.
O número de casos foi aumentando e os doentes apareciam em vários pontos do país e mesmo no estrangeiro, tendo como ponto em comum a passagem pela região de Vila Franca de Xira, nomeadamente nas freguesias de Forte da Casa e da Póvoa de Santa Iria, tendo sido accionado um plano de contingência.
Perante a preocupação dos habitantes, foi esclarecido que a doença do legionário, provocada pela 'legionella pneumophila', não é transmitida por se beber água, contraindo-se pela inalação de gotículas de vapor de água contaminada de dimensões muito pequenas que transportam a bactéria para os pulmões, depositando-a nos alvéolos pulmonares.
O director-geral da Saúde, Francisco George, aconselhou, por isso, as pessoas a não tomar duches nem utilizar hidromassagens ou jacuzzi até que fosse identificada a fonte da infecção, mas garantiu ser seguro consumir água da rede pública.
No entanto, como medida de prevenção, os reservatórios de Vila Franca de Xira foram desinfectados e a água que abastece as zonas mais afectadas foi tratada com cloro.
Como alguns especialistas esclareceram, a infecção pela 'legionella' está associada a uma deficiente manutenção de aparelhos de ar condicionado ou equipamentos de refrigeração de unidades industriais, por exemplo, criando-se as condições ideais para a bactéria se multiplicar e atingir um grau de concentração que pode ser prejudicial à saúde, ou mesmo causar a morte a pessoas mais fragilizadas.
Sem saber a origem da contaminação, e com a estimativa de que a primeira exposição terá sido anterior a 18 de Outubro, foi anunciado e encerramento de piscinas públicas e balneários da região, assim como das principais torres de refrigeração de empresas, ao mesmo tempo que eram feitas vistorias pelas autoridades de saúde em locais públicos, como centros comerciais e hotéis.
Os técnicos da IGAMAOT realizaram acções extraordinárias de fiscalização em algumas empresas, tendo o grupo sido restringindo a cinco, entre as quais a Solvay, a DanCake e a Adubos de Portugal.
Ao longo das semanas, foram várias as críticas vindas de especialistas, associações profissionais, ambientalistas e partidos políticos da oposição. Na área do Ambiente, as principais referem que, devido à alteração da legislação, desde Novembros de 2013 que não se fazem auditorias à qualidade do ar interno nos edifícios, e que com a crise económica, as acções de fiscalização foram reduzidas.
Este surto foi considerado uma "grande emergência de saúde pública" pela Organização Mundial de Saúde.

3 de dez. de 2014

4 SEMINÁRIO ESTADUAL ÁGUA E SAÚDE - SÃO PAULO


A SETRI sempre apoiando e participando ativamente de todas as iniciativas no Brasil e no exterior sobre o tema segurança da água. O Plano de Segurança da Água desenvolvido pela SETRI vem trazendo grandes benefícios para os nossos CLIENTES.

http://www.setri.com.br/?page_id=35

CONGRESSO INTERNACIONAL DE SEGURANÇA DA ÁGUA - BRASIL 2015



Este congresso indica a posição do Brasil na implementação do Plano de Segurança da Água, que a SETRI vem trabalhando a mais de 6 anos.
www.setri.com.br


29 de nov. de 2014

Number of Legionnaires' cases rising in US (230 % increased)

The incidence of Legionnaires’ disease in the US is increasing and, overall, cases of the disease in the city of New York increased 230% between 2002 and 2009, according to a report from the US Centers for Disease Control and Prevention (CDC).
A CDC study revealed that New Yorkers living in poverty are at a higher risk from the potentially fatal infection.
The findings of the nine-year study Legionnaires’ Disease Incidence and Risk Factors, New York, USA show a strong link between poverty and the disease, with those New Yorkers living in the most deprived areas 2.5 times more likely to contract Legionnaires’ than those in the least deprived areas.
The strong association between poverty and Legionnaires’ disease could be attributed to a number of factors, including environment and housing and underlying health issues.

26 de nov. de 2014

23 de nov. de 2014

Legionnaires' to blame for top chef's death

11:07 AM Sunday Nov 23, 2014


A surge in the number of deadly Legionnaires' disease cases has health authorities worried.
The disease killed top chef Ross Burden in July and there were ten cases during October and November at Christchurch Hospital.
Mr Burden, 45, was a popular television personality in New Zealand and the United Kingdom, where he worked with top chef Ainsley Harriott.
Mr Burden's mother Jude Harwood has laid a complaint after her son died at Auckland Hospital, Fairfax reported today.
The chef was previously reported to have died of cancer. He was receiving treatment for leukaemia, although there was social media chatter in July that Legionnaires' killed him.
Mr Burden had breathed in Legionella bacteria present in Auckland Hospital's hot water system, according to an interim coroner's report the Sunday Star-Times cited.
The disease is a severe form of pneumonia. Nine of the Christchurch patients said they were gardening or exposed to compost or potting mix before contracting the illness.
Canterbury District Health Board described the ten cases as a "surge" and warned the Legionella bacterium was commonly found in soil, potting mix or compost.
"It thrives in warm, moist conditions and becomes dangerous when dust or droplets from one of these products infected with Legionella bacteria is inhaled. It can then cause a severe, even fatal disease," the health board said.
Dr Alistair Humphrey, Canterbury Medical Officer of Health, warned people ahead of what could be a busy, and "potentially risky" weekend in the garden.
"It is important gardeners follow five simple steps to avoid catching Legionnaires' disease from potting mix or compost," Dr Humphrey said.
The first step was to open potting mix bags carefully using scissors, rather than by ripping them.
The second step involved people wearing disposable face masks and gloves, and opening bags away from their face.
The next steps were doing potting in well-ventilated outdoor areas, and dampening the potting mix or compost with a sprinkle of water to reduce airborne dust.
Dr Humphrey said the final step was to wash hands thoroughly after gardening or handling potting mix.
Anyone could catch Legionnaire's but people over 50 years old, those with a long-term illness, especially lung disease, people with low immunity, and smokers were most vulnerable.
Symptoms included dry coughing, high fever, chills, diarrhoea, shortness of breath, chest pains, headaches, excessive sweating, nausea, vomiting and abdominal pain.
The Canterbury District Health Board said anyone experiencing these symptoms should see their doctor immediately, and tell them if they had been handling potting mix or compost.




Legionnaires' cases rise sharply in Canterbury


Just as the weather improves and more of us are taking to our gardens, there has been a surge in the number of cases of Legionnaires’ disease (Legionella) at Christchurch Hospital.
There have been ten cases during October and November, nine of whom confirmed they had recently been gardening or were exposed to compost or potting mix - most did not realise the risk from working with potting mix and compost.
Legionella is a bacterium commonly found in soil and organics soil improvers such as potting mix or compost. It thrives in warm, moist conditions and becomes dangerous when dust or droplets from one of these products infected with Legionella bacteria is inhaled. It can then cause a severe, even fatal disease.
Christchurch Hospital admitted ten cases of legionella pneumonia and at least one of these required treatment in intensive care. Canterbury Medical Officer of Health Dr Alistair Humphrey wished to warn people ahead of what could be a busy, and potentially risky weekend in the garden.
"It is important gardeners follow five simple steps to avoid catching Legionnaires’ disease from potting mix or compost," says Dr Humphrey. The five steps are:
-Open potting mix bags carefully using scissors, rather than by ripping them
-Wear a disposable face mask and gloves, and open the bag away from your face
-Do your potting in a well-ventilated area outdoors
-Dampen down the potting mix or compost with a sprinkle of water to reduce airborne dust -Wash your hands thoroughly after handling potting mix, or gardening.
Anyone can catch Legionnaire’s but certain people are more vulnerable including people over 50 years of age, those with a long-term illness, particularly lung disease, people with low immunity, and smokers.
Symptoms include dry coughing, high fever, chills, diarrhoea, shortness of breath, chest pains, headaches, excessive sweating, nausea, vomiting and abdominal pain. Anyone who gets these symptoms should see their general practice right away, and let them know they have been handling potting mix or compost recently.
"Gardening is a great way to improve your physical and mental health, but please, do it safely - simply following the five steps will help protect you from a very nasty illness indeed.
You can get more information on safe gardening by visiting this website:
https://www.healthed.govt.nz/resource/safer-and-healthier-gardening
and on Legionnaires’ disease by visiting these websites:
http://www.health.govt.nz/publication/communicable-disease-control-manual-2012 http://www.dbh.govt.nz/bomd-legionellosis

A INFEÇÃO POR LEGIONELLA PNEUMOPHILA E O DIAGNÓSTICO LABORATORIAL

A infeção pela bactéria legionella pneumophila pode causar a febre de Pontiac (manifestação ligeira da bactéria com sintomas semelhantes a uma gripe) e a Doença dos Legionários, a manifestação mais grave, que consiste num tipo de pneumonia potencialmente letal.
Tipologias de Contágio
A legionella está geralmente presente em ecossistemas naturais de água doce e quente, como a superfície de lagos, rios, águas termais e tanques. Entre os locais de risco estão também os sistemas artificiais criados pelo homem como a rede de abastecimento e de distribuição de água nas cidades, torres de refrigeração e instalações como duches, sistemas de ar condicionado, humidificadores ou fontes decorativas, capazes de formar aerossóis.
Perante uma temperatura entre os 35˚C e 45˚C aliada à presença de depósitos (ferrugem, lodo e matéria orgânica), estes ambientes vão potenciar o crescimento bacteriano e a rápida multiplicação da legionella, iniciando-se assim o contágio.
A infeção ocorre por inalação (via respiratória) de aerossóis/gotículas contaminados pela bactéria, através dos chuveiros domésticos, torres de arrefecimento, sistemas de climatização, instalações termais, saunas e jacuzzis e que chegam aos pulmões. Não existe transmissão pessoa a pessoa, nem pela ingestão de água contaminada.
A ocorrência da infeção depende de vários fatores como a concentração e virulência da estirpe, bem como características de risco do indivíduo. Os grupos mais predispostos à infeção grave são geralmente pessoas com mais de 50 anos, fumadores regulares, pacientes com doenças pulmonares crónicas (DPCO e enfisema), com sistema imune debilitado por doença oncológica, renal ou diabetes ou que tomem medicação para suprimir (enfraquecer) sistema imunitário (transplantados, quimioterapia).
Os casos de infeção por legionella nas crianças são muito raros.
Diagnóstico
Geralmente, cinco ou seis dias depois de um indivíduo inalar a bactéria (presente nas gotículas de água) poderão surgir as primeiras manifestações clínicas. É o chamado período de incubação que, no entanto, pode variar entre dois e dez dias. Os sintomas apresentados não são específicos e são comuns a outras patologias como astenia, náuseas, tosse, dificuldade respiratória, febre alta, dores musculares e dores de cabeça.
No caso da forma menos severa – Febre de Pontiac – os doentes não têm pneumonia e os sintomas podem durar 2 a 5 dias, enquanto que perante a manifestação mais grave – Doença dos Legionários – os doentes têm pneumonia e os sintomas duram 2 a 14 dias.
A maioria dos pacientes com doença dos Legionários apresenta uma pneumonia grave, que é confirmada por exames radiológicos/imagiológicos (radiografia aos pulmões), pelo exame objetivo e por exames laboratoriais.
Existem vários exames laboratoriais para detetar a legionella. O mais comum e mais usado é a deteção de constituintes da bactéria numa amostra de urina (antigenúria) através de anticorpos específicos, sendo assim de execução rápida, bastante sensível e específico. Um teste de urina positivo para a legionella, num doente com pneumonia, confirma o diagnóstico de Doença dos Legionários.
Outros testes mais demorados e que não são utilizados por rotina, também confirmam a Doença dos Legionários como o crescimento da bactéria legionella, em meios de culturais adequados, a partir de amostras respiratórias (expetoração e outros) e avaliação da presença de níveis crescentes de anticorpos em amostra de sangue, colhidas logo após os sintomas e durante a recuperação (duas amostras com um intervalo de 10 dias).
Tratamento
O tratamento da legionella pneumophila é realizado com recurso a antibióticos, não existindo vacina de prevenção. Geralmente o paciente passa por um período de internamento, uma vez que a pneumonia constitui a manifestação clínica mais expressiva da infeção e surge habitualmente de forma aguda e pode, nos casos mais graves, conduzir à morte.
Por Germano de Sousa, Médico Especialista em Patologia Clínica
Também pode ser visto todo processo da Legionella no livro editado pela SETRI : LEGIONELLA NA VISÃO DE ESPECIALISTAS

20 de nov. de 2014

Quatro novos casos de legionella no país nas últimas 48 horas (20/11/2014) Portugal

 Torres de Resfriamento


Há quatro novos casos de legionella em Portugal, mas a Direção-Geral de Saúde garante que o surto está a chegar ao fim. Os resultados finais das análises ainda não são conhecidos mas há cada menos dúvidas em relação à provável causa da epidemia.

Olimpíadas 2016

Um renomado advogado dos Estados Unidos, acaba de publicar um texto sobre a questão da segurança da água para os Jogos Olímpicos de 2016.
O artigo é bem interessante.


http://www.legionnairelawyer.com/olympic-games-in-rio-de-janeiro-raises-legal-and-public-health-questions-regarding-water-quality-liability-and-legionella-bacteria/

Torres de arrefecimento são responsáveis pelo surto de legionella

O surto de infecção com legionella partiu mesmo das torres de arrefecimento, com as análises a confirmar que o “perfil molecular” da bactéria encontrada nos doentes é semelhantes ao das amostras recolhidas pelas equipas nas torres.
Depois de o ministro do Ambiente ter na quarta-feira apontado o dedo à ADP fertilizantes, a antiga Adubos de Portugal, por suspeitas de crime ambiental, o director-geral da Saúde recusou nomear a empresa onde foi encontrada a bactéria que infectou os doentes.
Francisco George justifica que essa informação está em “segredo de justiça”, já que o Ministério Público está a investigar a existência de crime na propagação da bactéria.
No domingo, e por precaução, as autoridades mandaram encerrar as torres de arrefecimento da ADP e de outras duas grandes empresas junto ao rio Tejo, a Solvay e a Central de Cervejas, que suspenderam a actividade na madrugada de segunda-feira.

Surto de legionella deixa sequelas

Número de doentes com bactéria sobe para 335. Muitos ficam com marcas permanentes.
A Câmara de Vila Franca de Xira e as juntas de freguesia de Vialonga, Póvoa de Santa Iria e Forte da Casa receberam 23 pedidos de apoio jurídico de familiares de doentes contaminados com legionella que pretendem processar os responsáveis pelo surto.
Os últimos dados revelados pela Direção-Geral da Saúde dão conta de oito vítimas mortais e 335 pessoas infetadas. Mais de uma centena de doentes já teve alta. Muitos ficam com sequelas para sempre.

Maria de Lurdes Pinto, 65 anos, vive no Forte da Casa. Esteve oito dias nos cuidados intensivos do Hospital de Vila Franca de Xira. "Tem muitas dificuldades em andar e em conseguir falar. A médica disse que vai ficar com mazelas", disse Olga Fernandes, que está a tomar conta da mulher, que vive sozinha.
Manuel Santos, de 50 anos, é outra das 335 vítimas da bactéria. Chapeiro de automóveis, entrou no Hospital de Vila Franca de Xira no dia 4. Teve alta dez dias depois. "A médica disse-me que o pulmão direito está todo branco e ainda vai demorar a recuperar", sublinhou, lembrando que antes do surto fumava mais de um maço de tabaco por dia. "Não me sinto bem. Não consigo voltar a beber água da torneira."
Ali perto, Maria Rosa Barbosa, 56 anos, trabalha num café na Póvoa de Santa Iria. Saiu do hospital na semana passada e ainda não sabe se ficou com sequelas.

O ministro da Saúde reiterou ontem que a origem do surto está numa torre de refrigeração. "Há um número crescente de provas nesse sentido."

SETRI no Congresso Brasileiro de Controle de Infecção e Epidemiologia Hospitalar a convite da PALL MEDICAL

A convite da PALL MEDICAL, a SETRI fará uma palestra sobre a necessidade de um Plano de Segurança da Água na área Hospitalar.





19 de nov. de 2014

Legionnaire disease raises alarm at Rome courthouse ( Itália )

ROME, Nov. 18 (Xinhua) -- An alert was raised at the appeals court in Italy's capital Rome on Tuesday over a possible outbreak of Legionnaire's disease after high levels of Legionella bacteria were detected in the water softening system, local reports said.
"During routine checks, we found a consistent presence of Legionella bacteria in the water softening system," court president Luciano Panzani was quoted by Rome-based Il Messaggero newspaper as saying during an assembly with employees.
"The situation is presently under control but the problem, if not monitored, could cause very serious damages," Panzani said, adding it would take at least 40 days for the water to be once again potable.
According to Italian news agency ANSA, the court president had gained knowledge of the problem about the water softening system, which was deactivated in the past weeks, on Nov. 13. At least five cases of pneumonia were reported by employees in recent months.
Tuesday's revelation came just a few days after the water was declared undrinkable at the courthouse due to the presence of many rats which were being exterminated, ANSA also noted.
Legionnaires' disease, also called Legion fever, is a type of pneumonia caused by a species of aerobic bacteria belonging to the genus Legionella. The disease is spread by inhaling droplets of water which carry the bacteria; it cannot be transmitted from one person to another.

17 de nov. de 2014

Metro refuerza el control tras detectar en verano rastros de legionella en 3 trenes

Metro de Madrid ha incrementado los controles toxicológicos en la red de ferrocarril metropolitano después de que una inspección rutinaria hallase en el mes de junio rastros de legionella en el agua nebulizada del sistema de extinción de incendios de tres trenes de la compañía que fueron inmediatamente precintados.


Según informaron a Madridiario trabajadores de Metro y confirmaron un portavoz de la empresa y dos sindicatos, una inspección rutinaria de los técnicos de prevención de riesgos laborales de la empresa detectó el pasado mes de junio la presencia de rastros de esta bacteria aeróbica en el Sistema de Detección y Protección contra Incendios (SDPI) de tres trenes de la compañía. Dicho sistema nunca ha llegado a ponerse en marcha en ningún convoy de este medio de transporte al no haberse producido incendios que hicieran precisa su utilización, confirmaron fuentes oficiales de Metro, con lo que no ha habido riesgo para ningún usuario.
Tras informar a la dirección, los trenes sospechosos fueron retirados inmediatamente de la circulación y sometidos a dos exámenes toxicológicos, uno interno y otro realizado por una empresa externa. Dichos análisis ratificaron la presencia de legionella en niveles no peligrosos para la salud. Posteriormente, las máquinas fueron desinfectadas y, tras recibir la certificación externa de la eliminación de cualquier agente patógeno, puestas de nuevo en servicio a mediados del pasado mes de septiembre.
El hecho fue trasladado a la comisión de salud laboral de la compañía que, según ha trascendido ahora, lo debatió en septiembre. Dirección y representantes de los trabajadores acordaron entonces incrementar los controles para evitar cualquier posible alerta toxicológica por esta bacteria. Fuentes de la empresa indican que estos controles se realizan desde entonces con mayor asiduidad para evitar la posible aparición de nuevos casos.