26 de jan. de 2015

Ar-condicionado sem manutenção pode provocar vários riscos à saúde

Aparelhos sujos podem acumular fungos, ácaros, vírus e bactérias.
Quem respira o ar sujo pode ter crises de rinite ou sinusite e até pneumonia.

Edição do dia 24/01/2015
24/01/2015 13h34 - Atualizado em 24/01/2015 13h55

O calor das últimas semanas transformou o ar condicionado em um equipamento indispensável para muitas pessoas. Mas o cuidado com a manutenção é fundamental para que o aparelho refresque o ar no carro, em casa ou trabalho sem causar riscos para a saúde.
A pessoa que tem ar condicionado em casa ou no carro e não faz a limpeza adequada do aparelho pode estar respirando fungos, ácaros, vírus e bactérias. Esses microorganismos, que são invisíveis, ficam suspensos no ar e podem se acumular nos filtros dos aparelhos. O ideal é lavar os filtros a cada 15 dias. 
A falta de cuidado é ruim para saúde e para o bolso. “Gasta mais energia porque ele precisa de muito mais tempo para refrigerar o ambiente. Ele ficando ligado muito mais tempo, ele consome mais energia”, calcula Kimura.
Os motoristas que não se preocupam com a manutenção do ar condicionado se assustam quando constatam o resultado de tanto descuido. O filtro que estava no carro há sete anos e nunca havia sido trocado acumulou muita sujeira e poeira.
Para Elisabete Alves Pereira, que estuda a poluição ambiental na Universidade Federal de São Carlos, o ar condicionado sujo deixa de ser um aliado para se tornar um vilão quando a manutenção não é feita. Quem respira o ar sujo pode ter crises de rinite, sinusite, asma, bronquite e até pegar doenças graves, como pneumonia. Para evitar problemas, o cuidado vai além da manutenção.
“Quando o ar não está sendo utilizado, a gente precisa de uma renovação no ambiente. Então, manter as portas e janelas abertas. É importante que a gente tenha luz solar também nos ambientes para eliminar microorganismos, como fungos e ácaros", alerta Elisabete.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) exige testes periódicos nos aparelhos de ar em locais públicos, com grande circulação de pessoas. Esses testes devem ser feitos pela vigilância sanitária dos municípios para comprovar que o ar não está contaminado. A multa em caso de falta de manutenção pode chegar a R$ 200 mil.

obs: Pneumonia pode vir da LEGIONELLA

Alarme

Um apelo para o controle do uso de água em São Paulo

Por Oded Grajew

A cidade de São Paulo está diante de uma catástrofe social, econômica e ambiental sem precedentes. O nível do sistema Cantareira está em cerca de 6% e segue baixando por volta de 0,1% ao dia. O que significa que, em aproximadamente 60 dias, o sistema pode secar COMPLETAMENTE!
O presidente da Sabesp declarou que o sistema pode ZERAR em março ou, na melhor das hipóteses, em junho deste ano. E NÃO HÁ UM PLANO B em curto prazo. Isto significa que seis milhões de pessoas ficarão praticamente SEM UMA GOTA DE ÁGUA ou com enorme escassez.  Não é que haverá apenas racionamento ou restrição. Poderá haver ZERO de água, NEM UMA GOTA.
Você já se deu conta do que isto significa em termos sociais, econômicos (milhares de estabelecimentos inviabilizados e enorme desemprego) e ambientais? Você já se deu conta de que no primeiro momento a catástrofe atingirá os mais vulneráveis (pobres, crianças e idosos) e depois todos nós?
O que nos espanta é a passividade da sociedade e das autoridades diante da iminência desta monumental catástrofe. Todas as medidas tomadas pelas autoridades e o comportamento da sociedade são absolutamente insuficientes para enfrentar este verdadeiro cataclismo.
Parece que estamos todos anestesiados e impotentes para agir, para reagir, para pressionar, para alertar, para se mobilizar em torno de propostas e, principalmente, em ações e planos de emergência de curto prazo e políticas e comportamentos que levem a uma drástica transformação da nossa relação com o meio ambiente e os recursos hídricos.
Há uma unanimidade de que esta é uma crise de LONGUÍSSIMA DURAÇÃO por termos deixado, permitido, que se chegasse a esta dramática situação. Agora, o que mais parece é que estamos acomodados e tranquilos num Titanic sem nos dar conta do iceberg que está se aproximando.
Nosso intuito, nosso apelo, nosso objetivo com este alarme é conclamar as autoridades, os formadores de opinião, as lideranças e os cidadãos a se conscientizarem urgentemente da gravíssima situação que vive a cidade, da dimensão da catástrofe que se aproxima a passos largos.
Precisamos parar de nos enganar. É fundamental que haja uma grande mobilização de todos para que se tomem ações e medidas à altura da dramática situação que vivemos. Deixar de lado rivalidades e interesses políticos, eleitorais, desavenças ideológicas. Não faltam conhecimentos, não faltam ideias, não faltam propostas (o Conselho da Cidade de São Paulo aprovou um grande conjunto delas). Mas faltam mobilização e liderança para enfrentar este imenso desafio.

Todos precisamos assumir nossa responsabilidade à altura do nosso poder, de nossa competência e de nossa consciência. O tempo está se esgotando a cada dia.


21 de jan. de 2015

A Dramatic Increase of Legionnaires’ Disease Cases in the Bronx, NY

New York, NY – WEBWIRE – Tuesday, January 20, 2015
Health officials are investigating a large increase in the number of Legionnaires’ disease (LD) cases in the Bronx. In 2014, this borough of New York City had an incidence rate of 4.3 per 100,000 residents compared to the 2014 city-wide rate of 2.5 per 100,000 cases according to the New York City Department of Health and Mental Hygiene. Health officials recommend that hospitals or nursing homes test for Legionella whenever there is case of community acquired pneumonia.  This testing is required if a patient is diagnosed with LD after being admitted to a hospital or nursing home.

According to the New York State Department of Health, clinical and environmental testing should be able to discriminate between Legionella pneumophila serotype 1 (Lp1) and other species/serotypes of Legionella bacteria. New York City has had past cases of LD caused by non-Lp1 species and serotypes.

Mais de 170 vítimas da Legionella já pediram apoio jurídico

Esta terça-feira, a Câmara de Vila Franca de Xira e a Delegação local da Ordem dos Advogados (OA) assinaram um protocolo para facilitar o acesso dos cidadão afectados a apoio jurídico
Mais de 170 vítimas do surto de Legionella que, no passado mês de Novembro, atingiu as freguesias do sul do concelho de Vila Franca de Xira já pediram aconselhamento jurídico nas autarquias locais, manifestando vontade de exigir compensações a eventuais responsáveis que venham a ser apurados. Esta terça-feira, a Câmara de Vila Franca de Xira e a Delegação local da Ordem dos Advogados (OA) assinaram um protocolo que estabelece as condições de facilitação do acesso dos cidadão afectados a apoio jurídico. “A culpa não pode morrer solteira”, insistem os representantes que assinaram o protocolo.
Alberto Mesquita, presidente da edilidade vila-franquense, adiantou mesmo que a autarquia vai ponderar a apresentação de uma acção judicial própria, reclamando uma compensação pelos danos que a imagem do concelho sofreu com este surto de legionella (o maior registado em Portugal, que afectou 375 pessoas e causou 12 vítimas mortais) e pelos meios que o Município teve que envolver enquanto não foram identificadas pistas sobre a origem do surto. Recorde-se que os ministérios do Ambiente e da Saúde revelaram, depois, que bactérias da legionella de uma estirpe semelhante à que infectou as 375 pessoas foram detectadas numa torre de refrigeração da ADP-Fertilizantes. O caso está, agora, em inquérito judicial e sujeito a segredo de justiça.
Certo é que Paulo José Rocha, presidente da Delegação de Vila Franca de Xira da OA, também defendeu que “há que fazer um caminho para mitigar os danos que as pessoas sofreram” e que os advogados podem contribuir, levando estes casos a tribunal. “Não podemos deixar que, havendo um responsável, esse responsável fique isento de responsabilização”, observou, referindo que “a culpa não deve morrer solteira” e que as pessoas não se devem sentir “pequenas” perante as grandes empresas. “Todas as pessoas podem ter acesso à justiça e não têm que deixar de fazer valer os seus direitos”, prosseguiu.
Paulo Rocha explicou, depois, que, através deste protocolo, todas as vítimas da legionella interessadas poderão ter uma primeira consulta de aconselhamento gratuita. Depois, se quiserem seguir com acções cíveis para tribunal, terão que suportar o acompanhamento dos advogados, se necessário recorrendo a apoios do Estado, se não tiverem comprovadamente meios para o fazer.
Muitas das vítimas têm manifestado dúvidas sobre a apresentação de acções individuais ou conjuntas. Paulo Rocha disse, agora, que as pessoas terão que decidir se esperam ou não pelas conclusões do inquérito que o Ministério Público está a fazer e eventuais acções que o Estado ponha contra os responsáveis. “Até podem ser as pessoas todas em conjunto a juntarem-se a essa situação. Ou podem não querer esperar e avançar cada uma por si ou em conjunto”, adiantou, sublinhando que as acções poderão visar os danos sofridos, nuns casos com a perda de vidas (12) de familiares, noutros com consequências para a saúde (363).
Este protocolo envolve, também, a Delegação Distrital de Lisboa da OA, que participa na criação de uma bolsa de advogados mais disponíveis para atender e para acompanhar, depois, estes casos.

Programa Bem Estar da Globo (20/01/2015) - LEGIONELLA


Médico fala do risco da bactéria LEGIONELLA.

19 de jan. de 2015

CÂMARA MUNICIPAL ASSINA PROTOCOLO DE APOIO ÀS VÍTIMAS DO SURTO DE LEGIONELLA COM DELEGAÇÃO DO CONCELHO DE VILA FRANCA DE XIRA DA ORDEM DE ADVOGADOS

VILA FRANCA DE XIRA – Esta terça-feira, 20 de janeiro, pelas 11h30, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, tem lugar a cerimónia de assinatura do protocolo de cooperação entre a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira e a Delegação do Concelho de Vila Franca de Xira da Ordem de Advogados, para apoio às vítimas do surto de “legionella”, que afetou o Concelho no último mês de novembro.
O protocolo visa, durante um período de três anos, facilitar o acesso à justiça por parte dos cidadãos afetados, disponibilizando encaminhamento, consulta jurídica e uma bolsa de advogados disponíveis para prosseguirem com eventuais processos judiciais.
De sublinhar que durante este surto, o Município, nomeadamente através dos seus serviços Municipalizados de Água e Saneamento e os de Proteção Civil, esteve sempre na linha da frente do apoio à população, tanto em termos de ação como de informação. Neste seguimento e tendo sido manifestada por algumas das vítimas e familiares a vontade de reagir judicialmente junto dos responsáveis pelo foco de contaminação, o Município, mantendo a disponibilidade para os acompanhar e apoiar, promoveu o estabelecimento de um protocolo que permita ir de encontro à pretensão dos afetados.

Bactéria da "legionella" de novo detectada em Almodôvar

Bactéria da "legionella" de
novo detectada em Almodôvar

As análises realizadas este mês de Janeiro em vários pontos da rede de água de Almodôvar voltaram a detectar a presença da bactéria legionella, tal como em Setembro de 2014.
Em comunicado publicado no seu site, a Câmara de Almodôvar refere que a presença da legionella (Spp ePneumophila) foi detectada “em valores considerados não alarmantes”, mas levou a autarquia a adoptar “imediatamente um conjunto de medidas”.
Entre estas, garante a autarquia, está “pressionar” a empresa Águas Públicas do Alentejo para que esta “efectue um controlo mais eficiente na saída dos depósitos de abastecimento de água à rede de abastecimento”.
“Duplicar a quantidade de dióxido de cloro na rede de abastecimento, a fim de erradicar a bactéria”, “purgar e drenar a rede de abastecimento em vários pontos ao longo da vila” e “proceder ao controlo semanal de análises bioquímicas à água distribuída à população” foram as outras medidas tomadas pelo executivo liderado por António Bota.
No comunicado, a Câmara de Almodôvar garante ainda “que as pessoas não deverão ter receio de consumir a água, pois a bactéria só pode desencadear problemas a nível do sistema respiratório por inalação de gotículas”.
Ainda assim, e seguindo as recomendações da Autoridade de Saúde Pública, a autarquia apela à população para evitar ou minorar a exposição por inalação (respiração) de partículas de água, provenientes de actividades como banhos, regas, lavagem de automóveis ou de pavimentos com mecanismos de pressão.
Proceder semanalmente à purga de toda a rede predial e respectivos órgãos e equipamentos pelo período de 10 minutos, rejeitar diariamente – ou em cada utilização – a primeira água dos chuveiros por um período não inferior a dois minutos e proceder mensalmente à submersão dos chuveiros em solução clorada por um período não inferior a 24 horas são as outras recomendações da Câmara de Almodôvar.

Águas Públicas do Alentejo não consegue erradicar a Legionella em Almodôvar (sistema de água pública)

O resultado das análises bioquímicas efectuadas no mês em curso ao sistema de abastecimento de água pública no concelho de Almodôvar revela novamente a presença da Legionella (spp e pneumophila), em valores considerados “não alarmantes”, de acordo com a Autoridade de Saúde Pública (ASP) do Baixo Alentejo, anunciou na última sexta-feira, o município alentejano através de comunicado.
Face à prevalência da bactéria no sistema abastecimento, a ASP “recomendou” à Câmara de Almodôvar que “pressione” a empresa Águas Públicas do Alentejo (APA), entidade responsável pelo fornecimento de água em alta ao concelho alentejano, para que sejam adoptadas medidas preventivas para erradicar a Legionella
A APA foi aconselhada a efectuar um controlo mais eficiente na saída dos depósitos de abastecimento de água à rede de abastecimento. Outras intervenções complementares propostas passam pela duplicação da quantidade de dióxido de cloro na rede de abastecimento e pela purga e drenagem da rede de abastecimento em vários pontos da sede do concelho. 
As análises bioquímicas à água distribuída à população vão passar a ter controlo semanal.
A ASP aconselha a população a evitar a exposição por inalação de partículas de água, provenientes de actividades como banhos, regas, lavagem de automóveis e pavimentos com mecanismos de pressão e a proceder semanalmente à purga de toda a rede das habitações, assim como termoacumuladores, esquentadores, depósitos, etc.
Rejeitar diariamente, ou em cada utilização, a primeira água dos chuveiros por um período não inferior a dois minutos e efectuar mensalmente a submersão dos chuveiros em solução clorada por um período não inferior a 24 horas são outras das medidas sugeridas à população.
A presença da Legionella na rede pública de abastecimento ao concelho de Almodôvar foi detectada pela primeira vez no passado mês de Setembro e desde meados de Outubro que a situação se tem “mantido regularizada, apresentando resultados negativos em todos os locais analisados”, garante o município.
Reagindo ao teor do comunicado autárquico, o Bloco de Esquerda, diz ter conhecimento que um cidadão de Almodôvar foi internado por ter “desenvolvido a doença do legionário em resultado do episódio de Setembro”, chegando a estar em risco de vida.

17 de jan. de 2015

LEGIONELLA RISK ASSESSMENT


www.setri.com.br

ABNT 15784

Norma em vigor para produtos químicos utilizados em tratamento de água potável.
Conforme Portaria 2914.
Alguns produtos já aprovados:

http://www.nsf-bioensaios.com.br/lista.php


16 de jan. de 2015

CENTRO DE REFERÊNCIA EM SEGURANÇA DA ÁGUA - CERSA - BRASIL E PORTUGAL




A SETRI é uma das participantes e incentivadoras do Centro de Referência em Segurança da Água, desde sua ideia inicial.
Apoiamos e trabalhamos para o sucesso do Centro.
No Brasil o lançamento será no Congresso Internacional de Segurança da Água em Brasília entre 16 e 18 de Março.

SETRI pioneira no PLANO DE SEGURANÇA DA ÁGUA para EDIFICAÇÕES e INDÚSTRIAS.






15 de jan. de 2015

PORTARIA 2914 MINISTÉRIO DA SAÚDE

EM CONSULTA PÚBLICA A NOVA VERSÃO.


CONGRESSO INTERNACIONAL DE SEGURANÇA DA ÁGUA - BRASÍLIA MARÇO 2015




Consulta pública para revisão da Portaria 2914 do Ministério da Saúde



CONSULTA PÚBLICA No- 2, DE 13 DE JANEIRO DE 2015
O SECRETÁRIO DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE torna pública,
nos termos do art. 34, inciso II, c/c art. 59 do Decreto nº 4.176,
de 28 de março de 2002, minuta de Portaria que dispõe sobre os
procedimentos de controle e vigilância da qualidade da água para
consumo humano e seu padrão de potabilidade.
O texto em apreço encontra-se disponível no seguinte endereço
eletrônico: www.saude.gov.br/consultapublica. A relevância da
matéria recomenda a sua ampla divulgação, a fim de que todos
possam contribuir para o seu aperfeiçoamento.
Fica estabelecido o prazo de 60 dias, a contar da data de
publicação desta Consulta Pública, para que sejam enviadas contribuições
devidamente fundamentadas, relativas a citada Portaria.
As dúvidas sobre o processo de revisão deverão ser enviadas
para o endereço eletrônico: vigiagua@saude.gov.br, especificando-se
o número da Consulta Pública e o nome da Portaria no título da
mensagem.
O Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde
do Trabalhador, da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério
da Saúde (DSAST/SVS/MS) coordenará a avaliação das proposições
recebidas e a elaboração da versão final consolidada da "Portaria que
dispõe sobre os procedimentos de controle e vigilância da qualidade
da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade ", para
fins de posterior aprovação, publicação e entrada em vigor em todo o
território nacional.
JARBAS BARBOSA DA SILVA JUNIOR


SETRI trabalhando para auxiliar na revisão da Portaria, com objetivo da implementação do PLANO DE SEGURANÇA DA ÁGUA.

Smart Water Leadership Summit - Las Vegas



A SETRI vai estar presente, falando sobre Plano de Segurança da Água

http://www.smartwaterleadership.com/2015/index.html

7 de jan. de 2015

Legionella: vítimas podem pedir indemnização

Paulo Silva, 59 anos, residente na Póvoa de Santa Iria, esteve internado no Hospital de Vila Franca de Xira com a doença do legionário. Foi uma das 375 vítimas do surto de legionella, detetado a 7 de novembro em três freguesias vizinhas da fábrica Adubos de Portugal, em Alverca do Ribatejo. Paulo sofreu dores musculares, dores de cabeça e abdominais, teve febre e vómitos e chegou a estar ventilado. 
Mais grave tornou-se, entretanto, o estado de saúde de Edgar Gama, 49 anos, residente em Alverca, que na manhã de 12 de novembro foi transferido do Hospital de Vila Franca de Xira para a unidade hospitalar de Cascais, onde esteve internado durante 10 dias. A infeção dos pulmões alastrou a outros órgãos, o funcionamento dos rins foi comprometido e Paulo esteve ventilado e em coma durante dois dias. Faltou ao trabalho durante três semanas e não se conforma com o sucedido. Paulo e Edgar ponderam agir judicialmente contra a empresa cuja torre de refrigeração libertou a bactéria para a atmosfera. 
Todos aqueles que foram infetados pela bactéria libertada pela Adubos de Portugal (ADP), bem como os familiares das vítimas mortais, têm efetivamente argumentos que justificam levar a tribunal os proprietários da unidade industrial. O relatório da Direção Geral da Saúde provou que a libertação da bactéria para a atmosfera foi protagonizada pela fábrica de Alverca, violando a legislação em vigor, logo estão reunidas as primeiras condições para responsabilizar civilmente a ADP. Junta-se ainda a este rol a existência de uma relação (nexo de causalidade) entre a libertação da bactéria por parte da empresa e os danos sofridos pelas vítimas, que são quantificáveis (perda de vida, dores, despesas médicas e redução salarial, entre outros). 
Do ponto de vista penal, poderemos estar também perante um crime de poluição com perigo comum, se o tribunal reconhecer que o ato poluidor do ar constituiu perigo para a vida e para a integridade física de mais de três centenas de pessoas. E este é um tipo de crime de natureza pública, pelo que o Ministério Público se encarregou de abrir o respetivo inquérito, que poderá conduzir a empresa à barra dos tribunais. 
A ADP pode ainda ser responsabilizada do ponto de vista ambiental, se o tribunal entender que foi a lesão de um componente ambiental (neste caso, o ar) que causou prejuízos a terceiros. Esta decisão pode ser importante para as vítimas, já que a legislação que regula a reparação de danos ambientais prevê que os gerentes e os administradores da empresa em causa sejam chamados a responder solidariamente pelos danos causados, suportando também o pagamento de eventuais indemnizações, no caso de a empresa não as conseguir pagar. 
Os relatórios até agora produzidos pelas entidades públicas que acompanharam o caso seguiram já para o Ministério Público, que conduzirá o inquérito para apurar a existência ou não de indícios da prática de crime. As vítimas podem constituir-se assistentes no processo, o que significa que passam a colaborar com o Ministério Público, oferecendo-lhe provas e requerendo as diligências que considerem necessárias, acompanhando os despachos produzidos ao longo do processo. Podem também avançar para tribunal com uma ação independente daquela que possa ser apresentada pelo Ministério Público e interpor recurso das decisões que os afetem, acedendo a todos os elementos processuais, tais como relatórios, despachos ou ofícios. 
Além de se constituírem assistentes, os lesados podem e devem apresentar um pedido de indemnização civil no processo. Só com este pedido têm hipóteses de ser ressarcidos dos danos sofridos por eles próprios e pelos seus familiares. No entanto, é imprescindível que recorram a um advogado, que saberá lidar com a complexidade do caso. Se não tiverem possibilidades económicas para suportar as despesas com os honorários do advogado e com eventuais taxas a cobrar pelo tribunal, podem requerer à Segurança Social da sua área de residência a atribuição de apoio judiciário, que os dispensa do pagamento de taxas de justiça e lhes nomeia um advogado oficioso para acompanhar o seu processo.

5 de jan. de 2015

LIVRO - PLANO DE SEGURANÇA DA ÁGUA


A SETRI, após o sucesso do livro LEGIONELLA NA VISÃO DE ESPECIALISTAS 

(http://legionellaespecialistas.com.br/), já prepara um novo projeto para 2015.

Vamos lançar o livro (e-book) que trata do tema PLANO DE SEGURANÇA DA ÁGUA.


CLARIANT VENDE SETOR DE TRATAMENTO DE ÁGUA NA AMÉRICA LATINA PARA A ECOLAB

O setor de tratamento de água da Clariant que atuava na Argentina, Brasil e Colômbia foi vendido à Ecolab Inc. A Clariant oferece na América Latina produtos químicos e serviços para diversas indústrias, como a têxtil, de alimentos e bebidas, produtos químicos, papel e celulose, cuidados pessoais e produtos para o lar, entre outras.
A Ecolab só não conseguiu tirar da Clariant as atividades de tratamento de água da indústria de óleo e gás. Esse segmento foi integrado às operações de Óleo e Mineração da Clariant, na área de negócios de recursos naturais.
“A venda do negócio de tratamento de água na América Latina é resultado da nossa gestão ativa de portfólio, baseada na estratégia de crescimento rentável da Clariant. Nossa empresa continuará oferecendo soluções de tratamento de águas para o segmento de petróleo e gás, como parte do nosso pacote de serviços para essa importante indústria na região”, destacou o presidente da Clariant na América Latina, Michael Pronin