17 de abr de 2014

Plano de Segurança da Água da Copasa vai intensificar ações pela qualidade da água

O tema Plano de Segurança da Água, a SETRI vem falando e apresentando em vários congressos a importância e a obrigatoriedade deste processo. Conforme a Portaria 2914 o PSA é obrigatório.
O caso da Copasa (vide) é um bom exemplo.

COPASA
A preocupação com a qualidade da água na Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) é pauta frequente no planejamento e nas ações da gerência de informações. O monitoramento é feito em cada ponto do processo, para buscar sempre o melhor resultado do produto que chega aos consumidores.
Pensando em sistematizar seu controle de qualidade, e distribuir aos municípios mineiros abastecidos pela Companhia um eixo norteador para servir de referência nesse processo, a equipe da Copasa está em andamento com estudos e diagnósticos para formulação de seu próprio Plano de Segurança da Água (PSA).
O plano, explica o gerente da Divisão de Pesquisa e Controle de Qualidade da Água e do Esgoto (DVQA), Airis Antônio Horta, é fundamentado nas guias da Organização Mundial da Saúde (OMS), que orientam a elaboração de um documento que organize os processos de avaliação e monitoramento. No contexto da saúde pública, a OMS atenta para a importância de que sejam estabelecidas diretrizes que permitam aferir e assegurar a qualidade da água para o consumo humano.
A elaboração do Plano, observa Horta, “é um trabalho que as empresas de saneamento estão buscando e que será muito importante. A partir do momento em que tudo estiver estabelecido, poderemos contar com uma segurança ainda maior para a qualidade da água. E também, como consequência, num segundo momento, diminuir os custos operacionais", destaca o gerente.
Uma vez finalizado, o Plano de Segurança da Água, que compõe o Planejamento Estratégico da Copasa, permitirá às equipes, de forma mais organizada, não só avaliar os sistemas e realizar a monitorização operacional, mas também construir planos de gestão para minimizar os riscos envolvidos.
Construção do Plano
Para colher os dados necessários para a criação do documento, a Copasa definiu nove de seus departamentos, cada um de uma região do Estado, para servir de pilotos para as avaliações da equipe. Foram selecionados os de: Caratinga e Resplendor (Rio Doce), Nanuque (Mucuri), Visconde do Rio Branco (Zona da Mata), Ipuiuna (Sul), São Gotardo (Alto Paranaíba), Perdigão (Centro-Oeste), Belo Horizonte - sistema do Rio das Velhas (Capital e RMBH) e Montes Claros (Norte).
Em cada uma dessas áreas, a equipe tem realizado o trabalho de diagnóstico, avaliação de perigos e classificação de risco, com o levantamento dos detalhes que envolvem todo o percurso da água. Neste trajeto, há os mananciais, a fase de captação, de adução, de tratamento/produção (com todos os seus processos internos: oxidação, coagulação, floculação, decantação, filtração, desinfecção, correção de pH, fluoretação), até chegar às etapas de reserva e distribuição. "O PSA vai reunir tudo isso em cada cidade, orientando a forma de gestão do sistema", comenta o gerente.

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