11 de jun de 2015

J05 – Plano de Segurança da Água: Saúde em edificações e indústrias = GBCB



A água representa diversos perigos ao ser humano. Não importa sua origem e o seu uso, são aspectos físicos, químicos e biológicos que podem ocasionar danos e riscos. Tradicionalmente os perigos da água sempre estiveram associados com a sua ingestão, contudo, com o desenvolvimento presente, os usos da água são largamente diversificados e o seu risco para saúde humana está cada vez mais associado a diferentes moléstias relacionadas à ingestão, mas também à aspiração e ao contato (por exemplo, a aspiração de gotículas de água contaminadas pela bactéria Legionella matam, estimativamente, 4 a 6 mil pessoas anualmente no Brasil). Os riscos ambientais para a saúde representados pela água podem ser restritos ao ponto de uso (como uma torneira para lavagem de vegetais ou um chuveiro), mas também podem representar um perigo extremamente amplo atingindo potencialmente milhares de pessoas (gotículas de água de sistemas de resfriamento podem contaminar pessoas a mais de 3 km de distância). Essa situação cada vez mais complexa traz novos desafios para os proprietários e responsáveis diretos e indiretos por sistemas de água (não se restringe a água potável, mas sistemas industriais, de processo, etc) e sua segurança. A negligência a todo e qualquer risco previsível de qualquer fonte ambiental, como é a água, enseja responsabilidade civil, penal e ambiental. Juntamente a isso, a Portaria 2914/2011 estabelece a necessidade de os responsáveis pelos sistemas de água a terem um Plano de Segurança da Água, com o objetivo de manter uma avaliação sistemática da água em função dos riscos à saúde. O PSA é uma ferramenta compreensiva com uma visão holística para qualquer sistema de água com a intenção de ter uma ação corretiva antes que a água seja consumida fora da referência de qualidade (o que nem sempre é possível quando se baseia em resultados analíticos laboratoriais de potabilidade). Segundo orientações da Organização Mundial da Saúde, recomenda-se utilizar o método HACCP de avaliação e gerenciamento de risco, que é o método por excelência na indústria alimentícia e atualmente está ganhando espaço para a operação de sistemas seguros de água, ou seja, em que a gestão de sua operação não apenas conhece seus perigos e vulnerabilidades, mas tem os seus riscos mapeados e avaliados, suas medidas de controles adequadas e monitoradas assim como também, e mais importante, tem a capacidade de agir e corrigir desvios em tempo hábil de não haver consumo de água, seja ele qual for, sem segurança.
Objetivos de Aprendizado:
1- Perceber que o ambiente projetado pode apresentar riscos na relação água/ser humano
2- Perceber que a edificação também tem responsabilidade na influência da água na saúde humana
3- Perceber que há formas de gestão de riscos para minimizar riscos provenientes da água em uma edificação
4- Perceber que a redução de consumo de água, reuso, entre outras coisas, podem ter um impacto significativo na segurança da água
FERNANDO BENSOUSSAN
Experiência:
Experiência de mais de 5 anos como Consultor Pleno e Avaliador de Risco para Legionella (formado e certificado pela City&Guilds do Reino Unido), Qualidade do Ar de Interiores (adequação às leis RE09/2003 e Portaria 3523/1998) e Qualidade da Água Potável para Consumo Humano (Portaria 2914/2011) atuando nas áreas industrial e institucional.
Um dos formuladores do Plano de Segurança da Água (PSA) para Edificações e Indústrias conforme diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS/ONU)
Instrutor oficial da NSF International no Brasil para o curso HACCP Building Water Systems Program e certificado pela Universidade da Carolina do Norte para elaboração e avaliação de Planos de Segurança da Água. É participante da Comissão de Estudo de Sistemas Prediais Hidraúlico-sanitário para Água Fria e Água Quente (CE-02:146.03) para
elaboração de Norma da ABNT sobre o assunto Sócio da SETRI Consultoria em Sustentabilidade LTDA
Autor de capítulo no livro “Legionella na visão de especialistas” entitulado “Avaliação de Risco de Legionella – a ferramenta contra uma epidemia” que teve também a participação de Felipe Faria do GBC Brasil.




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