7 de mar de 2014

PLANO DE SEGURANÇA DA ÁGUA - PORTARIA 2914

O tema vem sendo apresentado pela SETRI desde 2012 e agora estamos vendo as ações importantes sendo realizadas. Lembramos que todos que possuem tratamento alternativo também devem ter seu Plano de Segurança da Água.

http://www.setri.com.br/?page_id=35


Gerência de Comunicação Social da Casan:

Manter avaliações constantes nos Sistemas de Abastecimento de Água, desde o manancial de captação até o cavalete, na chegada da casa do cliente. E trabalhar não apenas corretivamente, mas de forma preventiva. Essas são metas do Plano de Segurança da Água que a Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (CASAN) está colocando em prática.

O planejamento atende a Portaria nº 2.914/2011, do Ministério da Saúde, que trata dos procedimentos de controle e de vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade.

A primeira fase de aplicação está direcionada ao diagnóstico. No ano passado foram realizados levantamentos técnicos em unidades dos sistemas de abastecimento da Grande Florianópolis (Sistema Costa Leste/Sul),  na Região Norte/Vale do Itajaí (em Itaiópolis) e  na Região Oeste (Xaxim, Barra Grande, Faxinal dos Guedes, Coronel Freitas e Xanxerê).

Para os primeiros meses de 2014 estão previstas avaliações em Morro da Fumaça (Superintendência Regional de Negócios Sul/Serra), em Rio do Oeste e Santa Cecília (Superintendência Regional de Negócios Norte/Vale do Itajaí) e em Bom Jesus do Oeste e Itá (Superintendência Regional de Negócios do Oeste).

As visitas técnicas têm a participação de integrantes das Agências, das Superintendências, da Gerência de Políticas Operacionais (GPO) e da Gerência de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (GMA). O objetivo é levantar informações, identificar dificuldades e pontos críticos sobre mananciais e sistemas de abastecimento, visando à disseminação de boas práticas operacionais e a adoção de medidas preventivas de gestão de riscos.

Essas são etapas iniciais do trabalho, que deverá gerar subsídios para elaboração de planos de contingência, que ajudarão nas respostas a falhas ou a eventos imprevistos – e os desafios já se tornam claros para as equipes que colocam a proposta em prática.

Desafios

“Uma das primeiras necessidades que sentimos foi desfazer a ideia de fiscalização. O objetivo não é apenas vistoriar e apontar erros. Queremos somar, diagnosticar os problemas e discutir de que forma podemos conjuntamente buscar soluções”, explica a Engenharia Sanitarista e Ambiental Kelly Cristina da Rocha Matos, da Divisão de Planejamento Operacional (DIPLO).

Outra dificuldade é que o trabalhador chamado a auxiliar nos diagnósticos precisa conciliar sua atividade diária a mais uma demanda. Assim como aqueles que recebem as equipes de avaliação devem dar continuidade a seu trabalho, e ao mesmo acompanhar a visitação, explicar os sistemas, assumir problemas e debater as informações em reuniões.

“O Plano de Segurança da Água é uma visão inovadora na área de saneamento, ele depende de avaliações constantes e de uma visão voltada aos processos, não apenas a problemas pontuais”, complementa a engenheira Andreia May, também da GPO/DIPLO.

Segundo ela, diante do desafio que é colocar o Plano em prática, o apoio dos diversos setores envolvidos tem sido fundamental. Um estímulo à continuidade é que os diagnósticos revelam problemas que em grande parte não exigem investimentos significativos para correção.

“A implantação do Plano é difícil, assim como tem sido para outras Empresas de Saneamento do Brasil. A fase de diagnóstico é só uma primeira etapa, para que possamos convidar outros órgãos para  participarem do processo, pois o objetivo é chegarmos aos planos de contingência e de emergência, medidas de controle para reduzir ou eliminar os riscos à saúde ”, avalia a bióloga Leda Freitas Ribeiro, que atua na Divisão de Políticas de Qualidade. “A aplicação integral do Plano vai depender da atuação integrada de diversos órgãos, pois o suprimento de água não é uma responsabilidade só da CASAN”, salienta a bióloga.


Manual dá suporte às atividades

Para aplicação do Plano de Segurança da Água a CASAN desenvolveu um Manual de Avaliação de Boas Práticas Operacionais. O documento fornece diretrizes, critérios e requisitos a serem considerados para a avaliação dos mananciais, sistemas de captação e adução, tratamento, reservação e distribuição. Foi organizado para subsidiar os avaliadores, contribuindo para minimizar o caráter subjetivo de alguns requisitos, tornando o processo mais transparente para avaliadores e avaliados.

É utilizada como referência a metodologia de Barreiras de Proteção, adotada pela Empresa Baiana de Saneamento (Embasa). O levantamento é realizado com apoio de planilhas eletrônicas, permitindo pontuações que podem ser calculadas automaticamente, de acordo com pesos previamente estabelecidos.

“Mas é preciso ficar claro que a pontuação não é para comparar sistemas. É uma forma de definirmos prioridades, de avaliarmos que problemas precisamos corrigir com maior agilidade”, ressalta Andreia May, mais uma vez lembrando que o Plano de Segurança da Água (PSA) é considerado uma ferramenta inovadora na área de saneamento, pois tem como fundamentos a abordagem de risco, o foco no consumidor, fornecimento de água segura e de qualidade.
 
Saiba Mais

:: A experiência da CASAN com o Plano de Segurança da Água foi aprovado para apresentação no XVI Simpósio Luso-Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental, em Lisboa, Portugal.

:: Empresas estaduais de abastecimento de água que possuem iniciativas com Planos de Segurança da Água em andamento: Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (CASAN), Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), Companhia de Saneamento do Estado de São Paulo (Sabesp), Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa).

Fonte: Gerência de Comunicação Social da Casan

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