15 de dez de 2014

Legionella detectada nos balneários das minas de Neves Corvo

Análises de rotina feitas aos balneários que servem os operários que trabalham na lavaria de zinco da mina de Neves Corvo, no concelho de Castro Verde, detectaram a presença decolónias de Legionella.A informação foi enviada na tarde de sexta-feira à Sociedade Mineira de Neves-Corvo (Somincor), que detém a concessão do couto mineiro. A empresa ordenou o encerramento dos balneários “na manhã de hoje [sábado]”, adiantou ao PÚBLICO Jacinto Anacleto, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira.As análises que também foram efectuadas aos balneários da lavaria de cobre e torres de refrigeração do complexo mineiro deram “resultado negativo”, frisou a empresa em comunicado, garantindo que não existem casos de doença declarada. O comunicado refere ainda que já foram “efetuadas diligências no sentido de contactar uma empresa especializada para proceder à desinfecção desse mesmo balneário”.Questionado sobre a reacção dos trabalhadores à presença daLegionella na mina, Jacinto Anacleto realçou a “morosidade” das análises e o facto de terem sido de rotina e efectuadas “na altura em que ocorreu o surto em Vila Franca de Xira”, no início de Novembro.O sindicalista condena o facto de ter passado mais de um mês até que se conhecessem os resultados e lembra o risco que correram os trabalhadores que utilizaram balneários contaminados, o que no seu entender “justificava análises com carácter de urgência”.Este possível surto de Legionella na mina de Neves Corvo surge poucos dias depois de ter sido revelada a presença da bactéria nas torres de refrigeração da empresa Euroresinas, localizada na zona industrial de Sines. No entanto, as várias análises de controlo efectuadas no dia 12 de Dezembro à água da torre de refrigeração da fábrica “deram como provada a inexistência de Legionella pneumophila”, refere um comunicado conjunto da Autoridade de Saúde do Alentejo Litoral e da Câmara de Sines, divulgado este sábado. A normalização da situação permite à empresa Euroresinas retomar a sua actividade — suspensa a 11 de Dezembro, logo que foi conhecida a presença da bactéria —, sem que tenham sido registados casos de doença.

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